A mulher que amava demais: Dependência emocional não é amor cristão

  • Quarta-Feira, 11 Fevereiro 2026
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A mulher que amava demais: Dependência emocional não é amor cristão

Há mulheres que interpretam sofrimento como devoção. Acreditam que quanto mais suportam, mais “provam” amor. Isso não é fé — é distorção emocional mascarada de espiritualidade.A interpretação equivocada de textos bíblicos leva muitas mulheres a normalizarem negligência, abuso emocional e relações unilateralmente sacrificiais.Clinicamente, isso não é amor. É dependência emocional, um padrão de fusão psíquica que mina identidade, autonomia e dignidade.Na Teopsicoterapia, é fundamental separar sacrifício cristão (ato de amor maduro) de autodestruição psíquica (ato de autopunição emocional).1. A Perspectiva Teológica: O Mandamento que Equilibra Amor e IdentidadeO Evangelho não autoriza autoaniquilação:“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Marcos 12:31)O texto não diz “em vez de ti mesmo”. A base teológica do amor cristão é reciprocidade e autorrespeito.Quando a mulher se anula para manter o outro, ela deixa de amar de modo cristão e passa a funcionar em fusão patológica.O Complexo de Messias: Muitas tentam salvar o parceiro de vícios, irresponsabilidades ou caos emocional. Essa postura, vista como “amor sacrificial”, é na verdade usurpação de um papel que não é seu.Jesus salvou. Você não salva ninguém.O Evangelho não exige que você se destrua para sustentar o desequilíbrio de outro adulto.2. O Diagnóstico Psicanalítico: A Estrutura Codependente A pergunta clínica é simples: Por que permanecer num vínculo que machuca?Porque a dependência emocional organiza a vida em torno da ilusão de indispensabilidade.O Mecanismo: A mulher que ama demais costuma escolher parceiros emocionalmente frágeis, caóticos ou indiferentes. Ela se sente “necessária” — e isso mascara suas próprias feridas narcísicas.Função Psíquica: Enquanto ela cuida das crises do outro, ela evita olhar para:- seu vazio, - sua carência,- sua solidão,- suas próprias partes fraturadas.O drama dele funciona como analgésico para a dor dela.Ganho secundário: Sentir-se “a única que aguenta” cria a sensação ilusória de valor — ao mesmo tempo em que destrói sua autoestima real.É uma forma sofisticada de autoabandono.3. A Prática Teopsicoterapêutica: O “Não” que RestauraA cura da co-dependência passa obrigatoriamente pelo limite. Limite não é frieza; é organização psíquica.Cristãos confundem limite com egoísmo, mas limite é o mecanismo de proteção da identidade emocional e espiritual.Ação Clínica Direta: Pare de amortecer as quedas do outro. Permita que ele enfrente suas consequências. Ajudar não é carregar o que é responsabilidade dele.Reposicionamento Teopsicoterapêutico:O “não” a abusos, manipulações ou dependência unilateral é um “sim” à dignidade, ao autocuidado e ao cumprimento do mandamento de amar-se.Amar não é desaparecer. Amar é ter estrutura, e compartilhar essa estrutura com alguém que também esteja se responsabilizando pela sua.Você sente que está mendigando afeto?Se você dá tudo, recebe migalhas e teme desmoronar se ficar sozinha, isso não é amor.É vínculo de sobrevivência psíquica — e precisa ser tratado.A Teopsicoterapia trabalha para:- fortalecer o seu Eu,- reestruturar limites,- tratar a raiz da carência,- e restaurar sua capacidade de se relacionar por escolha, não por dependência.Agende sua sessão e comece a reconstruir sua identidade hoje mesmo. Estou a sua disposição, para atendimentos presenciais e On-Line, entre em contato comigo.  Néia Leite (@pastoraneialeite) Psicanalista, Teoterapeuta e Pastora. Atendimento de mulheres. Pós-graduada Teopsicoterapia, MBA em Teoterapia. Autora dos livros "Vencendo o Mal com a Palavra de Deus" e "Sobre Elas". Trabalha profissionalmente no atendimento individual Teoterapêutico e grupos para mulheres. Atendimento presencial e On-Line.* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.Leia o artigo anterior: Inteligência emocional feminina: TPM, hormônios e espiritualidade

FONTE: http://guiame.com.br/colunistas/neia-leite/mulher-que-amava-demais-dependencia-emocional-nao-e-amor-cristao.html
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