Filho acusado de matar empresário em emboscada é julgado em Montes Claros
- Quinta-Feira, 23 Julh
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Polícia Militar prende suspeito de matar o pai a tiros em Montes ClarosEstá sendo realizado nesta quinta-feira (23), em Montes Claros, o julgamento de Bruno Gonçalves de Souza, acusado de matar o próprio pai, o empresário Walas Rodrigues de Souza. O réu foi preso logo após o homicídio, que ocorreu em 31 de março de 2025. A vítima tinha 49 anos quando foi assassinada."Foi uma pessoa muito bem criada a vida inteira por nós, pelo pai. É uma pessoa que viveu sempre com a gente. Foi uma coisa bárbara, foi uma coisa inesperada. Não existiu necessidade nem motivo dessa situação. Ele simplesmente ficou uma pessoa muito covarde de fazer isso com o nosso irmão. E hoje a gente está tentando ver se a justiça. Isso seria feita", disse Whellington Souza, irmão da vítima.📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsAppEssa versão apresentada pelos familiares, no entanto, é contestada pela defesa. O advogado de Bruno, Warlem Freire, afirmou que o cliente era vítima do pai e que recebia ameaças.“Ele tem um histórico de vida em que trabalhou o tempo todo com o pai e, nos últimos tempos, eles dividiam a sociedade de uma empresa. Houve uma divergência em relação ao término das atividades empresariais e, em razão disso, esse desentendimento gerou ameaças do pai para o filho. Essas ameaças estão registradas em áudios que serão apresentados.”Walas Rodrigues de Souza tinha 49 anos quando foi mortoRedes sociaisIndiciamentoAo divulgar o indiciamento do homem por homicídio qualificado, a delegada Francielle Drumond, da Polícia Civil, afirmou que o filho armou uma emboscada para o pai. Antes do crime, eles estavam em um bar na avenida Deputado Esteves Rodrigues. Depois de atirar, o homem fugiu e foi encontrado em um hotel.“Em um determinado momento, o filho foi embora e se posicionou na rua lateral desse estabelecimento comercial, se escondeu atrás de um veículo, em uma situação de emboscada, de tocaia, aguardou o pai sair e se dirigir ao veículo para ir embora e surpreendeu o pai com vários disparos de arma de fogo.”Fórum de Montes ClarosFoto: Cecília Pederzoli / TJMGCom base em análises de imagens, depoimentos e laudos, a chefe da Delegacia de Homicídios destacou que a Polícia Civil acredita que o crime tenha sido premeditado. A vítima costumava frequentar o bar sempre no mesmo dia e horário.“Há uma forte possibilidade de o crime ter sido premeditado pelo autor. Ele teria chegado ao estabelecimento comercial armado, por volta das 17h30, ou seja, o local ainda não estava aberto. Ele aguardou o bar abrir e ficou ali. Por volta das 18h, o pai chegou junto com a sua companheira. Em determinado momento, esse pai teria ido embora e o filho teria ficado em situação de tocaia, aguardando o pai passar para efetuar os disparos.”Apesar de ter confessado o homicídio no dia em que foi preso, o homem permaneceu em silêncio ao prestar depoimento à Polícia Civil.Materiais apreendidos pela políciaPolícia MilitarMotivaçãoSobre a motivação do crime, testemunhas disseram que pai e filho se desentenderam por conta do fechamento de uma empresa, em abril de 2024, da qual eles eram sócios.“Testemunhas disseram que ele acusava o pai dos prejuízos financeiros e de sua atual situação de escassez financeira”, completou a delegada.Sobre a informação de que o revólver usado no crime teria sido dado pelo pai, Francielle Drumond afirmou que apenas uma testemunha confirmou isso.Se for condenado por homicídio qualificado por emboscada, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, o homem poderá pegar até 30 anos de prisão.Sobre o crimeSegundo a Polícia Militar, no dia dos fatos, a corporação foi chamada para uma ocorrência de disparos de arma de fogo perto de um bar na Avenida Deputado Esteves Rodrigues, no Centro.Quando os militares chegaram, encontraram o empresário baleado e caído. O Samu esteve no local e confirmou o óbito. Preliminarmente, a perícia da Polícia Civil apontou que o corpo dele tinha seis perfurações nos braços e no tórax.“A informação das testemunhas e da companheira da vítima dá conta de que o autor chegou ao bar e cumprimentou ela, porém, o pai estava manuseando o aparelho celular e não visualizou o filho. Posteriormente, esse autor retorna ao bar e, no momento em que a vítima estava indo na direção do seu veículo, em um estacionamento próximo, efetuou os disparos pelas costas da vítima e, de imediato, evadiu-se do local a pé”, afirmou o tenente Wellington Guimarães na ocasião.Enquanto faziam os levantamentos sobre o homicídio, os policiais foram informados de que o autor estaria em um hotel na saída para Belo Horizonte. Ele foi encontrado deitado em um dos quartos do estabelecimento.“De pronto, as guarnições deslocaram até o hotel e lograram êxito na prisão do autor juntamente com a arma de fogo usada no crime. Uma outra arma foi localizada na casa da vítima, entregue por sua companheira.”Ao ser preso, o homem falou que tinha arremessado o revólver usado por ele nas imediações do Bairro São José. Os militares encontraram a arma na calçada, no meio do mato, enrolada em uma blusa semelhante à que ele usava no momento dos disparos. Ele afirmou que ganhou o revólver do próprio pai.“Ele confessou o crime dizendo que estava passando por dificuldades financeiras e que o culpado seria seu pai devido ao desentendimento na sociedade da empresa aberta por pai e filho. Provavelmente, ele tinha a intenção de ir embora da cidade após a empreitada criminosa, mas a PM, de pronto e imediato, agiu de forma rápida.”LEIA TAMBÉM:Homem que estava desaparecido é encontrado morto por turistas na Praia do Vau em Grão MogolDnit avalia contratar balsas enquanto ponte na BR-365, no Norte de MG, está com restriçõesMotociclista morre após bater em árvore em estrada rural de JanuáriaVídeos do Norte, Centro e Noroeste de MGVeja mais notícias da região em g1 Grande Minas.







