Pesquisa: Cultura que se afastar dos princípios cristãos pode comprometer próxima geração
- Terca-Feira, 17 Março 2026
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Uma nova pesquisa do Instituto Whitestone, do Reino Unido, mostra que mais da metade da população do país (52%) teme que o afastamento das raízes cristãs prejudique as futuras gerações.A enquete, divulgada no início de março, destaca diferenças de opiniões de acordo com faixa etária e preferência política, em meio a debates sobre qual é a identidade nacional. Encomendado pela organização da cidade de Oxford que promove o "Reavivamento Cristão", o levantamento ouviu 2 mil adultos em fevereiro de 2026. Os principais resultados foram: - 52% acreditam que continuar se afastando das raízes cristãs da Grã-Bretanha será prejudicial para as futuras gerações - 58% veem o cristianismo como positivo tanto moralmente quando na prática- 60% acreditam que o país perdeu o senso comum de certo e errado- 39% dizem que vivem em país cristão - 50% dizem que é um país laico (sem religião). A Whitestone afirma que isso demonstra que o cristianismo ainda mantém significativa influência nos debates sobre identidade nacional. No entanto, seis em cada dez (60%) dos entrevistados acreditam que a Grã-Bretanha perdeu qualquer padrão social de certo e errado, enquanto apenas 11% pensam que o país atualmente possui valores morais “comuns” e não religiosos. A pesquisa sugere que o público deseja que o cristianismo mantenha um papel central no futuro do país, que a cada ano vê diminuir o número de igrejas cristãs (católicas e evangélicas) e aumentar o número de mesquitas muçulmanas. Segundo a National Churches Trust, mais de 3.500 templos cristãos fecharam as portas na última década. Diferentes perspectivas Os resultados foram divulgados em meio a um debate público acirrado sobre o papel do cristianismo no futuro da Grã-Bretanha, revelando divisões nítidas de opinião conforme idade, afiliação política e sexo.Eleitores conservadores são os mais pessimistas (78% veem perda moral, 63% não tem certeza do que é identidade nacional). Dizem estar preocupados com as “raízes cristãs” que formou o país e céticos quanto a mudanças no curto prazoOs que se identificam como “moderados”, nem de esquerda nem de direita, afirmam ser resistentes à influência religiosa, temendo imposição de valores. Mesmo assim, 41% apoiam um "pacto social" cristão para unir a sociedade. O índice de jovens que afirmam estarem “abertos à perspectiva cristã” surpreende, contrariando o declínio de atividade religiosa da geração anterior. Entrevistados entre 18 a 24 anos se mostraram surpreendentemente receptivas à orientação moral derivada dos valores cristãos.O pesquisador Andrew Hawkins, diretor executivo da Whitestone, declarou:“À medida que o debate sobre o futuro do país se intensifica, a pesquisa aponta para um desafio central para a política, as igrejas e as instituições cívicas: é possível uma renovação moral por meio da responsabilidade exemplificada na prática ou a questão moral continuará sendo canalizada para a polarização e políticas de identidade?”Outras pesquisas recentes, como "Quiet Revival", da Bible Society indicam abertura maior para o cristianismo entre os jovens de 18 a 24 anos. Um estudo da British Social Attitudes, de 2024, mostrou que a frequência mensal às igrejas britânicas caiu, na média, de 12% para 9%. Hawkins afirma que a enquete da Whitestone mostra valorização da herança cristã deve encorajar os cristãos a falar com mais confiança sobre sua fé. Para ele, princípios como igualdade social, proteção aos mais vulneráveis e liberdade de consciência são valores cristãos que molda a vida no país, influenciando a criação e manutenção de hospitais, escolas e universidades. Jarbas Aragão é pastor, jornalista e tradutor. Mestre em teologia, foi missionário da Jocum e da Junta de Missões Mundiais da CBB, além de professor do seminário Batista. Colabora com diferentes mídias no Brasil, nos Estados Unidos e em Israel.* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.Leia o artigo anterior: Quem é Abdullah Hashem? O homem que diz ser o novo Papa e Messias islâmico







