Prefeitura de Governador Valadares decreta estado de calamidade financeira
- Sábado, 08 Agost
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Coronel Sandro volta à Prefeitura de Governador ValadaresA Prefeitura de Governador Valadares decretou estado de calamidade financeira e anunciou medidas para conter gastos na sexta-feira (7).O município afirmou ter identificado “três frentes críticas” após Coronel Sandro retomar a gestão: irregularidades em contratações, descumprimento dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e a superlotação do Hospital Municipal de Governador Valadares (HMGV).📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsAppPrefeito e secretários durante coletiva de imprensaPrefeitura de Governador ValadaresO secretário municipal de Fazenda, Thiago Henrique Ferreira, disse que a situação financeira está ainda mais complicada do que a encontrada anteriormente. Entre os problemas detectados no mês de julho, conforme o secretário, estão a ausência de alguns repasses constitucionais e a necessidade de recursos para cumprir compromissos como investimentos em saúde e educação, o repasse à Câmara Municipal e o pagamento dos servidores.Para realizar os pagamentos, serão utilizados recursos reservados aos servidores, o que pode comprometer o planejamento de gastos."Desde o início do ano, a gente já havia programado e estava separando um recurso para que fosse feito o pagamento do 13º salário do servidor. É natural que a gente faça um planejamento durante todo o ano para que a gente não seja surpreendido no final do ano”, explicou o secretário.Thiago Ferreira informou ainda que as despesas cresceram em ritmo superior ao das receitas no primeiro semestre deste ano. Por esse motivo, serão feitas a revisão de contratos e o corte de gastos não essenciais. Serão priorizadas áreas como saúde, educação, assistência social e o pagamento dos servidores.278 pessoas trabalham sem atos de contrataçãoDe acordo com o prefeito, foram identificadas 278 pessoas autorizadas a trabalhar no município sem que os atos de contratação seguissem o rito legal, que inclui a publicação no Diário Oficial."A publicidade é um requisito essencial a todo ato público. Nós estamos instaurando uma sindicância para investigar por qual razão essas pessoas foram determinadas a iniciar um trabalho sem que todo o processo estivesse concluído."Esses trabalhadores receberão pelos serviços prestados, mas o pagamento será realizado conforme a efetiva atuação deles, o que está sendo verificado em levantamento da administração municipal.Dessas 278 pessoas identificadas, 178 atuavam na área da Saúde. Parte delas deve permanecer, principalmente as que estavam trabalhando no hospital e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).Hospital Nossa Senhora das GraçasA Prefeitura anunciou ainda que assinou um decreto de requisição administrativa do Hospital Nossa Senhora das Graças para ampliar a capacidade de atendimento do município. A unidade particular conta com 45 leitos ociosos, dos quais 35 estão em condições de uso, além de quatro salas cirúrgicas, sendo duas já aptas ao funcionamento.“O município vai pagar o que é justo pelo uso das instalações, avaliado de acordo com o mercado, para que não haja prejuízo aos proprietários”, afirmou o prefeito sobre o custo da requisição administrativa.Um fluxo de atendimento foi elaborado para garantir o atendimento à população: os pacientes darão entrada no Hospital Municipal ou na UPA e, a partir daí, serão encaminhados ao Hospital Nossa Senhora das Graças, se for necessário.LEIA TAMBÉM: INMET emite alerta de perigo potencial de vendaval em 21 cidades do Leste de MinasVídeo registra explosão que deu início a incêndio que matou funcionária da Aperam, em TimóteoAcidente com ônibus na BR-259 deixa dois mortos e 30 feridos em Governador ValadaresVídeos do Leste e Nordeste de Minas GeraisVeja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.







