Privatização da Copasa: governo de MG divulga exigências para investidores interessados
- Sexta-Feira, 24 Abri
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Governo divulga exigências para investidores interessados na privatização da CopasaO governo de Minas Gerais publicou um manual com os critérios para empresas e consórcios interessados em se tornar o investidor de referência da Companhia de Saneamento (Copasa), em mais uma etapa do processo de privatização da estatal.O investidor de referência deve adquirir 30% do capital da empresa. A ideia do Executivo é atrair um grupo que tenha capacidade financeira e expertise no setor de infraestrutura, no Brasil ou no exterior.✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsAppOs interessados devem entregar a documentação exigida a partir desta sexta-feira (24) até 8 de maio na bolsa brasileira (B3), que vai verificar se eles atendem aos requisitos para serem classificados para a próxima fase do processo. Eles precisam, por exemplo, comprovar regularidade fiscal e trabalhista.Os investidores elegíveis deverão, na etapa seguinte, fazer o pedido oficial de investimento, isto é, oferecer um preço por ação. Aquele que propuser o maior valor será selecionado.Eles também precisam cumprir outras exigências, como:apresentar carta de fiança de no mínimo R$ 7 bilhões, emitida por banco autorizado a funcionar no Brasil pelo Banco Central (a carta é um instrumento que garante que o investidor tem condições de cumprir suas obrigações financeiras);firmar um termo de compromisso assegurando, entre outros pontos, o cumprimento de metas de universalização do saneamento, a modicidade tarifária e a manutenção dos contratos de trabalho dos empregados por 18 meses.EntendaA privatização da Copasa será realizada por meio da oferta pública de distribuição secundária de ações. Isso significa que não haverá emissão de novos títulos, mas, sim, a venda de ações já existentes.Com esse modelo, os recursos arrecadados vão para os cofres do estado, e não para o caixa da companhia.Caso um investidor de referência entre no negócio, o estado poderá manter 5% da participação societária. Se ninguém adquirir 30% da Copasa, 100% das ações do estado poderão ser alienadas.Na prática, se não houver investidores de referência interessados, a Copasa passará a ser uma empresa de capital pulverizado, sem um único dono e sem controle estatal.Independentemente do cenário, o estatuto social da companhia deverá prever um limite máximo de 45% de direito de voto. Isto é, mesmo que um único investidor compre a maior parte das ações, ele terá poder de voto limitado e não poderá tomar decisões sem consultar os demais acionistas.Reservatório da CopasaCopasaRelembreA privatização da Copasa foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em dezembro de 2025 e sancionada pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) no mesmo mês.Em novembro, os deputados já haviam aprovado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retirou a exigência de consulta popular para a venda da empresa.A Copasa cuida do abastecimento de água em 637 municípios mineiros, e em 308 deles também fornece serviços de esgoto — os números incluem municípios atendidos pela Copanor, subsidiária responsável pelos serviços de saneamento nas regiões Norte e Nordeste de MG.Neste mês, o Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) autorizou a continuidade das etapas preparatórias para a privatização da companhia, mas proibiu a conclusão da venda antes de um pronunciamento definitivo da Corte.LEIA TAMBÉM:Dois suspeitos de matar irmãos em ataque a tiros são presos; outros foram identificadosHomem é detido após quebrar vidros de janela da Câmara Municipal de Nova Lima; VÍDEOVídeos mais vistos no g1 Minas:







